Entrevista com a gestora do Instituto Ling: Carolina Rosado dos Santos

Posted by Mereo
at Friday January 8th, 2016.

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Foi firmada recentemente em Porto Alegre uma grande parceria entre o Instituto Ling, entidade referência do terceiro setor com atuação nas áreas de educação, cultura e saúde, e a Mereo, destaque em conhecimento, inovação e tecnologia do segmento de gestão estratégica e de gente.

Abaixo, entrevista realizada com a Gestora do Instituto Ling: Carolina dos Santos.


coletiva020_imprensaMereo –  Quais os principais impactos que o Instituto Ling causa na sociedade através de sua atuação?

Carolina – Acreditamos que a transformação da sociedade se dá pelos investimentos em educação e cultura. Em 20 anos de atuação, percebemos impactos por meio do conhecimento das histórias de vida de nossos bolsistas. Temos bolsistas e ex-bolsistas do Instituto Ling empreendendo em novos negócios, criando novos mercados de trabalho, liderando projetos sociais nos mais diferentes segmentos de atuação. Todo este movimento gera desenvolvimento para a sociedade e este é o principal impacto, a transformação da sociedade.

Na área cultural, o principal impacto percebido é a inauguração do nosso centro cultural em Porto Alegre. Em 1 ano de funcionamento, já recebemos 20.000 frequentadores de cursos, exibições de cinema, exposição de artes visuais, lançamento de livros e shows musicais.

M –  Em nossa primeira conversa você havia dito sobre a visão em transformar o Instituto Ling em referência de gestão para o terceiro setor. Quais ações estão sendo tomadas para transformar em realidade? 

Desde o início da história do Instituto Ling trabalhamos uma cultura orientada para resultados e com práticas de gestão bem claras. Por exemplo: todos os funcionários têm metas e remuneração por desempenho. Temos também uma preocupação que todos os projetos sigam uma lógica de PDCA e atendam aos requisitos planejados como orçamento e prazos. É um caminho longo mas estamos em melhoria contínua.

M – Como a iniciativa privada se relaciona com o Instituto Ling? Existem contribuições e ou parcerias de empresas nos projetos do Instituto?

Nosso maior relacionamento é com a iniciativa privada. Temos parceiros que incentivam os projetos de bolsas de estudo com a doação de recursos financeiros, como por exemplo, Fitesa, Évora, Pottencial Seguradora, Brazilian Chamber of Commerce, Lojas Renner e  Braskem.

Temos parceiros que nos apoiam com as suas expertises para que tenhamos melhores resultados, é o caso da KPMG, que realiza a auditoria dos nossos demonstrativos financeiros. Agora, temos a Mereo, que nos apoia com sua a expertise de implantação de acompanhamento dos resultados e processos efetivos de meritocracia.

M –  Avaliamos que um dos desafios das Fundações e ONGs é ser auto-sustentável. Neste sentido qual o papel da gestão de excelência neste processo?

Para a sustentabilidade, é fundamental que toda a equipe entenda que o futuro da instituição depende de projetos com resultados tangíveis e com equilíbrio entre as receitas e os custos. É quase um mantra que deve ser repetido a cada dia. É a lógica de gestão que é vivenciada diariamente no meio empresarial e no Terceiro Setor não pode ser realizada de forma diferente. Para que tudo ocorra dentro do planejado e a instituição atinja os seus objetivos, cada etapa deve ser realizada com excelência.

31def83M – Como você avalia o uso de tecnologia na gestão das organizações?

É um grande mercado que precisa ser melhor explorado no Brasil. As instituições que nascem dentro do ambiente empresarial possuem uma utilização mais intensiva de tecnologia pois compartilham o ambiente tecnológico dos seus mantenedores. No entanto, organizações que nascem da sociedade civil necessitam muitos recursos da área de tecnologia.

M – Como você avalia a Mereo como parceiro no processo da gestão de excelência do Instituto Ling?

Estamos construindo a nossa relação de parceria. Acredito que a Mereo vai nos ajudar muito a comunicar e consolidar a nossa cultura de meritocracia com a equipe. Por outro lado, teremos a disponibilidade de informações que podem nos ajudar a comunicar aos futuros parceiros os nossos resultados e como realizamos a gestão de recursos.

M – O Instituto como prestadora de serviço para a sociedade depende fortemente de pessoas envolvidas em processos e projetos. Qual o tamanho do desafio e as principais dificuldades em gerenciar pessoas?

É o grande desafio diário mas é o elemento-chave para a excelência e para alcançarmos os resultados planejados. A principal dificuldade é a comunicação clara do que se espera de cada pessoa e a sua contribuição individual para os resultados.

M –  Nos últimos anos o terceiro setor tem se profissionalizado cada vez mais e pessoas vindas da iniciativa privada tem migrado trazendo boas práticas de gestão e conhecimentos que agregam as entidades, como você vê esse movimento?

Eu vejo este movimento de forma natural. Embora já tenha me dedicado a estudar o Terceiro Setor na universidade, não gosto muito da separação das nomenclaturas ou da distinção da iniciativa privada e das ongs. Entendo tudo como organizações que buscam atingir resultados. Para isto, há uma combinação de pessoas, processos, recursos e uma cultura de gestão.

As pessoas se movimentam no mercado em busca de desafios e de reconhecimento. Se há projetos desafiantes no Terceiro Setor, os bons profissionais se movimentarão a buscar estes projetos.

M –  Quais são os 2 ou 3 grandes desafios das ONGs no Brasil? O Instituto enfrenta esses mesmos problemas?

No meu ponto de vista, o principal desafio é o engajamento de pessoas que possam contribuir de forma concreta com recursos para o desenvolvimento da educação e da cultura. Seja através da doação de recursos financeiros ou do seu próprio talento. Já o segundo desafio é a gestão dos recursos orientada para os resultados. Vencendo esses dois desafios, teremos instituições fortalecidas atingindo os seus objetivos.

O Instituto Ling também está inserido nesse cenário, embora tenhamos um grupo de parceiros e patrocinadores bem consolidado nestes 20 anos, se tivéssemos mais doações poderíamos potencializar os nossos projetos. E o segundo desafio é sobre a cultura de gestão, temos uma trajetória, mas é um desafio diário da gestão de recursos.

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