O poder da comparação do desempenho no mercado atual

Posted by Marconi Rocha
at Wednesday April 19th, 2017.

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Desempenho. Quem nunca teve a curiosidade de saber como está o desempenho de seu concorrente que atire a primeira pedra! A comparação é inerente à característica natural do ser humano de sempre querer fazer melhor.

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Como tudo na vida depende de um equilíbrio, qualquer comparação deve caminhar pela linha saudável do processo, onde os pontos de diferença são observados e a partir deles são implementadas as ações para que a lacuna seja preenchida. Um exagero nesse exercício pode conduzir a um dreno de energia desnecessário e uma negligência pode paulatinamente afastar a pessoa da sociedade ou a empresa de seu mercado, conforme explico neste artigo. Confira.

Benchmarking

No âmbito corporativo, há uma metodologia bem desenvolvida para que as comparações sejam feitas e as diferenças implementadas. Essa metodologia é conhecida como “benchmarking” e envolve diversos aspectos, desde a sua preparação, até a implementação das ações necessárias para a redução das diferenças de performance.  Atenção para não confundir o nome do processo “benchmarking” com “benchmark” que é a denominação dada à melhor marca, à melhor performance ou até mesmo ao detentor da melhor performance.

Sem me ater a uma classificação conceitual, o benchmarking pode ser feito internamente dentro da própria organização, ou externamente à organização. Se feito internamente, pode ser conduzido por meio da compararação do mesmo indicador dentro de áreas diferentes ou até mesmo dentro da mesma área, historicamente (tentando encontrar no passado algum ponto onde o indicador escolhido tenha tido uma performance melhor do que a que ele possui hoje).

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Pela facilidade de disponibilidade dos dados e interesse comum, a realização de um benchmarking interno é bem mais simples de se implementar do que um benchmarking externo.

No caso do benchmarking externo, a dificuldade maior reside na indisponibilidade de dados confiáveis que possam servir de referência. Em determinadas comparações, essa dificuldade é facilmente resolvida.  Por exemplo: dados financeiros de empresas abertas são todos disponíveis diretamente no site da Bovespa.

Outros processos comparativos

Em outros casos, o processo é conduzido por entidades setoriais que organizam estas comparações e a empresa deterá direito às informações de seus concorrentes desde que concorde em também divulgar as suas.

Em casos extremos, diversas informações importantes também podem ser obtidas por meios não convencionais como por exemplo contar a quantidade de funcionários que saem da empresa durante um dia ou obter a dimensão de seus galpões por meio de informações do Google Maps.

Não há informações 100% precisas em um processo de benchmarking  e esse muitas vezes não é o objetivo do processo. O importante é que se tenha uma ordem de grandeza do gap de performance entre as duas ou mais entidades sendo comparadas. A partir daí é que entra toda a riqueza do processo, pois ao termos noção dessa diferença, a situação atual poderá ser criticamente analisada em busca de pontos de melhoria.

Se sua empresa possui um consumo de energia de 500 kWh/t para produzir um produto e seu concorrente faz o mesmo produto com 250 kWh/t, seu processo merece muita atenção e, eventualmente, necessitará ser todo redesenhado.

Etapa 2: ações

Apenas ter a informação dos números não resolve o problema. O que resolverá o problema são as ações que serão implementadas para que os “benchmarks” sejam alcançados ou até superados. As informações que explicam o porquê da diferença, especialmente no caso do benchmarking externo, podem ser ainda mais difíceis de serem obtidas.

Para isso, a empresa deve utilizar o gap encontrado para instigar a criatividade de seus funcionários na busca de explicações e ações na direção correta. Em certas circunstâncias, até mesmo contratar alguma consultoria técnica especializada no assunto relacionado ao indicador sendo pesquisado.

Obstáculos

Um dos grandes males com o qual nos deparamos quando realizamos um processo de benchmarking reside na resistência natural das pessoas em aceitar uma melhor marca. A primeira reação é sempre buscar explicações lógicas do “por quê não podemos estar lá”, sendo que a pergunta que tem que ser respondida é “o que temos que fazer para chegar até lá”. A resistência ao processo, muito embora natural do ser humano, não contribui para a melhoria dos resultados da empresa e a pessoa conduzindo o processo deve ter a habilidade para liderar o time na direção correta vencendo estas barreiras.

Benchmarkings na prática

Posso citar alguns exemplos de benchmarkings conduzidos internamente em organizações através de comparação histórica do mesmo indicador com o objetivo de definição de metas.

Não era difícil encontrar, no passado, uma performance melhor do que a atual, mas o responsável pela meta da mesma forma buscava facilmente as “explicações” do porquê de tal performance. Não conseguindo convencê-lo a adotar esse benchmark como direcionador para sua meta, sugeríamos, então, o segundo melhor valor. Persistindo o insucesso no processo de negociação, sugeríamos o terceiro melhor valor histórico. Aqui, fica claro que a essência do processo não são as explicações do que aconteceu e sim o que temos que fazer para que aproveitemos ao máximo a oportunidade de melhoria existente.

Nesse processo de negociação de metas, também sempre gostava de citar uma excelente analogia bastante pertinente: nas Olimpíadas temos um corredor Queniano competindo com um Americano e outro Alemão. Cada um deles tem um genética completamente diferente, uma alimentação totalmente diferente, assim como sua criação e exposição a fatores ambientais. Entretanto, estão todos concorrendo da mesma forma em busca da medalha de Ouro.

O processo de “benchmarking” é necessário e se a empresa decide não realizar a comparação, o mercado certamente a fará.

Tem dúvidas sobre algumas das questões levantadas nesse artigo? Compartilhe com a gente no campo de comentários abaixo!

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