Terceiro Setor: a profissionalização através do tripé Gestão, pessoas e tecnologia

Posted by Ivan Cruz
at Tuesday October 27th, 2015.

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TERCEIRO SETOR: O que é e quais são os desafios

TERCEIRO SETORDiante de inúmeras demonstrações de incapacidade e de impotência do Estado (Primeiro Setor) em solucionar todos os problemas que lhe cabem, a iniciativa privada (Segundo Setor) passou a se envolver na resolução destas questões. E a partir da movimentação da iniciativa privada, surgiu o que podemos assim chamar, de Terceiro Setor.

Nos países em que a disparidade econômica e social é maior, principalmente nos continentes asiático, africano e latino americano, o Terceiro Setor passou a ter papel fundamental na sociedade, pois atua como agente da mudança, propondo discussões e soluções acerca dos fatos econômicos e sociais. Nos países da América do norte, o terceiro setor possui uma força destacada, não somente pelo lado empresarial, mas também, no envolvimento da sociedade como voluntariado, ou seja, mesmo em países super desenvolvidos, o terceiro setor possui bastante relevância perante a sociedade.

Das pequenas Organizações Não Governamentais (ONGs) às fundações de grandes bancos, o Terceiro Setor é composto por entidades das mais diversas áreas e tamanhos. Todas elas têm em comum o fato de levarem muitas pessoas a se qualificarem para desenvolver projetos, captar recursos e gerenciar voluntários, permitindo assim a ocupação de um grande número de indivíduos. Percebe-se, porém, que estas iniciativas comumente enfrentam dificuldades de gestão, em grande parte por não possuírem estruturas e conhecimento técnico adequados ou recursos financeiros suficientes para atender seus objetivos.

Em tempos passados, havia uma deturpação do conceito e função deste tipo de entidade. Muitos avaliavam o Terceiro Setor como uma forma de filantropia, onde o foco era somente caridade. Com isso, não havia a preocupação com a mensuração dos resultados. Atualmente, o conceito tem se aproximado daquele praticado na iniciativa privada, fazendo com que as doações e demais recursos captados sejam considerados como investimentos sociais.

E é prerrogativa de todo investidor querer saber quais serão os retornos alcançados com aquele projeto e, também, quais podem ser os impactos na sociedade. Quanto maior a importância do projeto, maior a pressão por resultados. Isso aumenta a exigência em se ter entidades que sejam eficientes e que se desenvolvam a cada dia mais. Ou seja, as ONGs podem ser entidades formadas não somente por pessoas preocupadas com questões sociais, mas também podem ter o acréscimo de profissionais capacitados e competentes gerencialmente. Não há mais espaço para amadores e a ineficiência, até mesmo no Terceiro Setor.

O setor demanda profissionais com visão estratégica e de mercado, capazes de falar gestão-de-pessoasa mesma língua do empresariado e de lidar com os aspectos do trabalho em diversas etapas dos processos. É preciso enfrentar todos esses desafios crescentes na melhoria da gestão, da qualidade e do impacto de seus investimentos sociais. Fatores que demandam atuação em rede para o estabelecimento de novos padrões de colaboração. Além disso, igualmente importante é o monitoramento e avaliação de resultados, a sistematização e disseminação de boas práticas.

Entendendo os desafios em pessoas

Enquanto entidades prestadoras de serviços, e para alcançarem bons resultados, as ONGs são altamente dependentes da qualidade e da capacidade das pessoas que nelas atuam. Atrair e desenvolver pessoas são, portanto, tópicos da maior importância. Ainda há escassez de profissionais de alto nível dentro destas organizações e os colaboradores externos necessitam de remuneração pelo apoio na área.

As áreas de gestão de projetos e de recursos são algumas que se destacam nessa na demanda por profissionais qualificados, com competências comuns aos âmbitos sociais e iniciativa privada. Esse profissional deve ter uma visão ampla de estratégia e se adaptar ao contexto destas organizações, onde a abordagem é diferente, a tomada de decisão é mais participativa e inclusiva e o diálogo com as partes interessadas envolve figuras distintas com interesses distintos, como o governo, as empresas patrocinadoras, as entidades de classe e o voluntariado.

Uma característica importante deste novo perfil de profissional é a preocupação com sua capacitação – uma ruptura à visão tradicional de filantropia. “Profissionalismo”, “competência técnica” e “comprometimento” devem ser os princípios que guiam quem trabalha com investimento social. Isso mostra a tendência cada vez maior da aproximação do mundo social com o empresarial. Esse profissional deve ter conhecimentos em finanças, controle e entendimento de métricas de desempenho, capacidade de enxergar parcerias com o mercado.

Nesse sentido, a função de captador de recursos é uma das que mais se desenvolveu, visto que esta área é vital para sobrevivência das entidades. O perfil de quem trabalha com captação de recursos voltados ao Terceiro Setor exige habilidades gerenciais que vão desde planejamento à estratégia, visando tornar a organização sustentável no longo prazo. Isso é claro, além do conhecimento das técnicas e fontes de captação.

gestao-de-projetosComo efeito positivo dessa demanda por profissionais com perfil mais arrojado, trabalhar no Terceiro Setor tem se tornado cada vez mais atraente, deixando de ser apenas algo pensado para o fim da carreira, fazendo parte dos planos de início ou do meio de um ciclo tradicional.

Entendendo os desafios financeiros e gerenciais

Avaliando a perspectiva da gestão destas organizações, conclui-se que é algo que também está entre os maiores desafios. Manter os dados organizados em uma única base, aperfeiçoar processos, gerenciar ações e campanhas com eficiência, mapear o fluxo de recebíveis, melhorando o relacionamento com apoiadores, todas estas são questões importantes para que uma entidade do Terceiro Setor venha a se desenvolver e ampliar os serviços prestados à sociedade.

Observa-se que diversos problemas de gestão dificultam a execução de suas atividades principais. Na perspectiva financeira o grande desafio é conseguir um fluxo recorrente, e se possível crescente, de recursos além de conseguir o máximo de retorno da captação. As entidades enfrentam dificuldades que vem das limitações nas quais se deparam na busca por doações. Captar e gerir melhor os recursos financeiros é a essência para se alcançar a sustentabilidade da organização.  Fica claro que as dificuldades financeiras, assim como problemas gerais na gestão, inviabilizam a execução de atividades.

shutterstock_91674230Superando os desafios

Dessa forma, pode se afirmar que as instituições precisam investir também em conhecimento e ferramentas tecnológicas comprovadas para aumentar as arrecadações, para serem eficientes no uso dos recursos e para atrair e desenvolver profissionais que sejam cada vez mais capazes e engajados no desempenho da organização e na sustentabilidade da organização. O uso de uma plataforma tecnológica de gestão facilita a organização das informações, a transformação dessas informações em conhecimento e consequentemente a tomada de decisão. Aumenta-se a eficiência na captação e uso dos recursos, e torna-se mais simples o compartilhamento de relatórios com voluntários, apoiadores e comunidade, ampliando a visibilidade e transparência.

As decisões então passam a serem tomadas com base em fatos e dados, relativos aos resultados alcançados, deixando de lado a antiga visão ideológica das pessoas. Por meio de uma abordagem profissional, de tecnologias que permitam a visualização dos processos, e da gestão dos recursos é que as organizações do Terceiro Setor conseguirão atrair empresas e demais interessados a investirem em seus projetos. Esse investimento é que as tornam capazes de sobreviver sustentavelmente no longo prazo.

A Mereo acredita e apoia essa causa.

Autor: Ivan Cruz – Sócio e Diretor de Novos Negócios Mereo

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